domingo, maio 25, 2008
Combater o stress
quinta-feira, maio 22, 2008
quarta-feira, maio 21, 2008
Genial
A querida C. chamou-me a atenção para este pedaço de genialidade. Peço desculpa a quem não sabe ler inglês, mas confio nos meus leitores.
'Next Life' by Woody Allen
In my next life I want to live my life backwards. You Start out dead and get that
out of the way. Then you wake up in an old people's home feeling better every day.
You get kicked out for being too healthy, go collect your pension, and then when you
start work, you get a gold watch and a party on your first day. You work for 40
years until you're young enough to enjoy your retirement. You party, drink alcohol,
and are generally promiscuous, then you are ready for high school. You then go to
primary school, you become a kid, you play. You have no responsibilities, you become
a baby until you are born. And then you spend your last 9 months floating in
luxurious spa like conditions with central heating and room service on tap, larger
quarters every day and then Voila! You finish off as an orgasm! I rest my case.
sábado, maio 17, 2008
Revoluç(ões)
Às vezes, na vida, é preciso ir pelo caminho menos percorrido. Para o bem e para o mal, acho que não sei fazer as coisas de outra maneira...
Mas hoje quero celebrar a diferença. E faço-o através de um símbolo de diferença por excelência: com o meu novo MAC. É verdade, ao cabo de não sei quantos anos às cabeçadas com os produtos do senhor Bill Gates, resolvi, finalmente, dar uma hipótese à concorrência. Lá está, o caminho menos percorrido. E sabem que mais? Grande jogada. O sistema operativo é limpinho, facílimo de manejar, a máquina é excelente, rápida e....convenhamos, não magoa a vista.
Nesta altura, o verdadeiro motivo por trás deste post já está a gozar, a dizer que admito que só comprei um Macintosh porque são bonitos. É verdade. Mas não o objecto em si, é o conceito: a simplicidade. Mais: a liberdade.
E é de liberdade que, afinal, quero falar. Hoje, o meu amigo F deu o salto. Porque nunca se sabe quem vai ler isto, o meu amigo terá de ser só "F".
O meu amigo é um puto. Sim, é bem mais novo que eu, aí uns 6 anos, se não me falham as contas... Bolas, o meu irmão, o meu puto, seria bem mais velho que ele. Caraças, como o tempo passa...
A referência ao meu mano não é descabida. Acho que o que me fez ganhar amizade tão forte e tão rápida ao meu amigo F é que ele, em tanta coisa, é muito parecido com o meu irmão. E, depois, em tantas outras, tem muito a ver comigo.
Lembro-me de quando era bem menino estar a falar com o meu irmão e, constatando o quão diferentes éramos (tão óbvio que era difícil não o perceber), lhe ter dito que se houvesse uma maneira de nos fundirmos num só ser, esse gajo seria perfeito. Ok, ok, o que querem?...é a parvoíce natural da infância.
Na verdade, era a maneira de dizer ao meu irmão que o invejava. Ele tinha a irreverência, a força e a coragem que ainda hoje estou começar a conquistar.
Soube depois, tarde de mais, que o meu irmão também retribuía a minha admiração. Ao mexer nas suas gavetas à procura de documentos para a agência funerária encontrei a primeira peça assinada no Record, dobrada em quatro, escondida como um tesouro.
Mas estou a perder demasiado tempo a falar do meu assunto favorito: eu mesmo :)
Quero falar do meu amigo F. Mas quando falo do meu irmão também estou a falar de F. Porque em F vejo o Mário. A sua irreverência explosiva, o seu senso de humor cáustico, e sobretudo a forma algo absurda que ele tem de me tentar proteger dos meus próprios erros.
Tal como o Mário, F tem a dificuldade extrema de perceber que, de alguma maneira, através da minha loucura, eu arranjo sempre maneira de me safar. Aliás, ele sabe que sou um sobrevivente.
Tal como o Mário, F também tem pouca paciência para as minhas crises existenciais, sobretudo numa altura em que fazem cada vez menos sentido.
Mas, tal como Mário, também com ele percebo a amizade que corre debaixo do fogo de artifício.
Hoje, F fez uma revolução. F está livre, abriu asas e vai voar alto. Tenho a certeza. Porque tem qualidade e uma falta de humildade própria dos heróis da pena.
Não vou cometer o erro de esperar demasiado para to dizer: tenho orgulho em chamar-te meu amigo e espero que um dia, daqui a uns anos, me deixes chamar-te irmão.
Porque, às vezes, ir pelo caminho menos percorrido faz toda a diferença.
sábado, maio 10, 2008
Rapsódia
Sim, fui transferido de secção outra vez. Agora estou no futebol internacional. O que não me impede de dar uma mão às modalidades, ao futebol nacional e ao Sporting. Escusado será dizer que no Benfica não toco (depois do processo sujo que me afastou de lá...tenham alguma vergonha, não?!)
Não, não há ondas, não há previsão de haver ondas, e estou a começar a considerar comprar uma BTT (o ginásio está fora de hipótese durante uns tempos já que estourei as costas a fazer agachamento). Não consigo ficar parado sem fazer nada, mas a idade e os abusos a que submeti o corpo durante anos começam a sentir-se (ombro, costas e, de quando em quando, joelhos).
Sim, as finanças estão atrás de mim outra vez. Parece que algumas contribuições da minha avó não encontraram o caminho até à minha caixa do correio e estiveram a somar uma bonita quantia. Esta semana tenho de ir lá e, pelo caminho, adiar a compra do meu novo portátil e de um novo wetsuit. Enfim...
Não, não tenho nada de importante para dizer. O meu cérebro está flat, como o mar (já disse que não há ondas dignas desse nome?)
Sim, estou aborrecido. Como o caraças!
domingo, abril 20, 2008
quarta-feira, abril 16, 2008
Resposta ao desafio
Um mês: Agosto (na alegria e na tristeza)
Um dia da semana: Sábado
Um número:Sete
Um planeta: o azul
Uma direcção: Sem direcção
Um móvel: o sofá
Um líquido: água
Um pecado: luxúria, claro!
Uma pedra: Granito
Um metal: Platina
Uma árvore: Sequóia
Uma fruta: Ananás
Uma flor: Rosa vermelha
Um clima: Nórdico
Um instrumento musical: Violoncelo
Um elemento: Fogo
Uma cor: Vermelho
Um animal: Cão
Um som: Trovão do mar revolto a bater na costa
Uma canção: Whiter shade of pale
Um perfume: Aqua di Gio
Um sentimento: Paz de espírito
Um livro: Evangelho Segundo Jesus Cristo
Uma comida:Bacalhau à Lagareiro
Um lugar: Portugal
Um gosto: Mulheres
Um cheiro: Mar
Uma palavra: Força
Um verbo: Lutar
Um objecto: A minha prancha
Uma peça de roupa: Ténis
Parte do corpo: Coxa
Uma expressão: Sorriso
Um desenho animado: Mafalda
Um filme: Lista de Schindler
Uma forma: Oval
Uma estação: Inverno
Uma frase: Perdoa-lhes Pai, que eles não sabem o que fazem
Pronto, chiça que isto demorou. Agora quem quiser...
terça-feira, abril 15, 2008
Lagido ou a atracção do abismo
Desde que comecei nesta treta de descer ondas (que, convenhamos, não foi assim há tanto tempo) que o meu amigo Garcia me fala do Lagido como um desafio "para homens".
De facto, falamos de uma onda que quebra ao largo do Baleal, em Peniche. Uma esquerda rasa e triangular, ouvi dizer. Raramente a vi como deve ser, também porque, convenhamos, o spot é pequeno e sempre cheio de penicheiros avarentos.
Mas também porque falamos de um pico em que, graças à laje que lhe dá o nome, podemos estar com água pela cintura no meio do mar. O que significa que em caso de queda, temos para aí meio-metro de H2O para nos aparar a queda e depois...a pedra.
Para homens, diz o Garcia. Acho que já estou preparado. A questão é se o meu crânio também...
E há (mais) dias assim
quinta-feira, abril 03, 2008
Memórias
Porra, avó, não me disseste que seria tão difícil...
quarta-feira, março 26, 2008
Pelos Cães
http://www.peloscaes.org/
domingo, março 23, 2008
Paris:Luce vers Tenebrae
Se não contarmos com as escalas no Charles de Gaulle, esta é a quarta vez que estou em Paris. Paris…
Só o nome faz ressoar uma escala de referências literárias, cinematográficas, plásticas. Como uma escala numa espécie de teclado de piano civilizacional. Porque se Nova Iorque é a Roma da actualidade e Roma é a Roma de sempre... Paris é Paris.
É a cidade com que o Mundo sonha quando sonha. Não são os cafés de esquina -- tão “charmant”, não acha querida? -- não são as lojas, os museus, as pernas das parisienses, emblematicamente quase sempre magras e despidas, mesmo no Inverno (Bem-vindo milagre de nylon, as meias de senhora…)
Não, também não são os monumentos esmagadores, as grandes avenidas ou, por harmonioso contraste, os bairros históricos dos artistas e das prostitutas que os alimentavam e nutriam, sim, que são coisas bem diferentes. Afinal, o seio que beijamos também é a mama que nos dá o leite. É tudo uma questão de perspectiva.
Ah, essas maravilhosas ruelas tão estreitas, recurvas e misteriosas como os caprichos das mulheres. Bem, pelo menos de algumas que conheci…
Não e sim. Paris é tudo isso, mas também é tão mais que isso, bolas.
Paris é sempre a primeira vez que cá passamos. Quando somos jovens, embora já não inocentes. Quando insistimos naquelas parvoíces que se fazem quando vivemos o sonho dos outros: Lanchamos nas esplanadas dos tais cafés de esquina, perdemo-nos em Montparnasse, visitamos a Defence e a Bastilha, Notre Dame, o Quartier Latin e claro, a senhora de toda a cidade, a Torre Eiffel. Lá está ela, ponta-de-lança, literalmente, de uma tecnologia que hoje não é mais que arte em ferro e até romance.
Mas o que não é romance em Paris?
Subimos ao cimo da torre a pé, pelo menos a parte que é permitida sem recorrer ao elevador, entupido por intermináveis filas de turistas americanos e espanhóis e italianos e portugueses e…não, nós? Não, somos jovens, estamos apaixonados e não somos como ninguém, não é?
Lembras-te como chorei quando pensei que o “puto” não ia ver aquilo nunca? Que era dono do Mundo e nunca tinha sequer vindo a Paris? Pensando bem, deve ter sido das últimas vezes que consegui chorar. Já lá vão quase 10 anos. Merda, como o tempo passa.
Menos para Paris. A cidade Luz…pois.
Uma Luz fria como o Inverno que resiste lá fora. Acho que ninguém lhe explicou que aqui em França a Primavera também começa dia 21 de Março.
Nunca fui grande adepto da Luz. Vá, piadas clubísticas aqui não…
A verdade é que a escuridão era mais o meu género. Aquela que me escondia debaixo da cama ou a que vertia para o papel nos meus tempos de adolescente. A idade do armário…pois…sempre achei que devia ser rebaptizada como a idade da gaveta, pelo menos para todos aqueles, e não são assim tão poucos, que guardam papéis rabiscados nas gavetas. Escuras, claro.
Tão escuras como os cabelos da minha mãe. Ela tinha longos cabelos negros que lhe davam pelas costas.
Agora, o cabelo é mais curto e apesar de algum, pouco, esforço, e muita tinta, percebe-se que já estaria raiado de branco. A escuridão agora é lá dentro. Mas não é uma escuridão protectora: é açambarcadora, sufocante, que engoliu a minha mãe com ela. Desde que o “puto” partiu.
Que diabo, quem diria que uma viagem do café para casa, ainda por cima de mota, que é um veículo tão ágil, haveria de demorar 10 anos?
Raios te partam.Tenho saudades.
A verdade é que esta é a minha quarta vez em Paris e percebo que cada vez gosto mais…de Roma. É mais quente, mais aconchegante. E quanto à luz? Os ocres das paredes das casas romanas valem bem as luzes de Paris. A única cor que bate isso é a de Lisboa quando passamos o Tejo de barco. Mas depois chegamos ao Cais do Sodré e o rosa-azul-dourado (à falta de melhor descrição) transforma-se noutros tons bem menos poéticos. Mas, enfim, é o amor-ódio que caracteriza todos os portugueses pelo que é deles.
E eu, em algumas coisas, sou muito português.
sexta-feira, março 14, 2008
Cães danados
Começo por confessar que votei no PS nas últimas eleições legislativas.
Ok, arrumada essa questão, deixem-me ARRASAR esses fascistas de merda!
Então, agora querem proibir a importação, criação e posse de 7 raças perigosas de cães. A saber, o cão de fila brasileiro, o Pit Bull Terrier, o Staffordshire Terrier, o Rotweiller, o dogue argentino, o bull terrier e o Tosa Inu.
Três palavras: mas estão malucos?!
O que é isso de raças perigosas? Porque são maiores e têm uma dentada mais forte? Um Labrador poode ser tão perigoso como um Rotweiller se for treinado para isso. Aliás, há poucos cães com temperamento tão equilibrado como o Rottweiller.
Costumo dizer que não há cães perigosos, há donos perigosos. Mesmo uma arma de fogo só mata se apertarem o gatilho. É pá, e nenhum cão é uma arma. É-o tanto como um carro. Se atirar um automóvel contra alguém...
Estas raças têm todas grandes qualidades físicas, temperamentos valentes e fidelidade ao dono. Tão fiéis que se o dito dono for (esse sim) uma besta eles não percebem. Também há o dono fraco que não se sabe impor ao cão e isso também é uma fonte de problemas.
Em suma, se não tens mãos para um carro rápido, compra um Polo 1.2 (private joke).
O grande (único) problema são os donos. Porque, infelizmente, 90% das pessoas que compram um pitbull ou um Rotweiller têm graves problemas de afirmação (ou uma pila pequena) e compensam com o animal. Os cães são o espelho do dono, pela raça que o dono escolhe e pela própria socialização do animal. Um dono tímido tem um cão tímido um dono afável e sociável tem um cão com as mesmas características, etc.
E nem me ponham a falar dos fdp que se metem nas lutas de cães e criam verdadeiros criminosos de 4 patas.
Agora se vamos pelas "raças perigosas"...daqui a anos vamos estar a falar de "racismo" animal.
Post Scriptum (por razões óbvias nem uso a abreviatura desta expressão): O PS também quer proibir os piercings na língua...a seguir, quem sabe, definir o que fazemos oiuo não na cama e com quem. Porque não?
Post Scriptum 2: a foto que ilustra este post é de um perigosíssimo Rottweiler. Agora somos todos obrigados a ter Golden Retrievers e Cocker Spaniels.
E dizem-se socialistas??? Foda-se, agora percebo porque é que o Cavaco curte estes gajos.
quinta-feira, março 13, 2008
Um mini clube
A primeira vez, até pensei que fosse coincidência. Mas seria? Haveria outro mini azul e branco perto da minha casa com quem o gajo me confundisse? Mas à segunda vez não havia dúvidas.
Aconteceu-me duas vezes ao sair de casa cruzar-me com um mini preto que de ambas as vezes me saudou com os máximos. A minha reacção foi sempre a mesma: perplexo com o gesto, apenas acenei a cabeça, tentando perceber se o conhecia de algum lado.
O facto é que não. O tipo estava a saudar um tipo que, como ele, tomou a opção apaixonada (leia-se irracional) de comprar um mini.
Adoro o meu carro, mas reconheço que é uma escolha pouco lógica. Senta quatro pessoas (à frente tem espaço em barda mas os passageiros atrás não podem ter mais de 1'75 se não ficam um pouco desconfortáveis), e a bagageira é excelente para levar um saco de viagem. Ponto.
De resto, anda muito bem (0 aos 100km em 9,9s 190km/h velocidade de ponta anunciada, embora já tenha dado 185 km/h e com muita rotação para dar na 6ª...) arruma-se bem, é seguro, dá um gozo do caraças de conduzir (curva que é um sonho) e, porque não dizê-lo, é lindo.
Mas agora, começo a perceber que mais do que um carro comprei um bilhete para um clube. É que por ser um carro pouco racional...até porque não é barato...há poucos, e os donos partilham um sentimento de solidariedade ou, porque não dizê-lo, fraternidade. Como se a nossa opção de veículo nos distinguisse do resto do mundo.
Enfim, da próxima vez, respondo-lhe com máximos também. Afinal, nós dos minis temos que ser uns para os outros.
quarta-feira, março 12, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
domingo, março 09, 2008
Estou grávido
E que tal se eu largasse este engano que todos os dias me engana? Que tal se me despedisse, largasse tudo, refugiasse num buraco cheio de luz e sal e escrevesse o livro de que estou grávido? Sim, porque estou grávido e ando a matar a minha criança todos os dias. Aos bocadinhos.
É uma criança belíssima de feia e grotesca de bela. É ensurdecedora e silenciosa, ofuscante de escuridão. É sangue e tripas, penas de anjo e bolas de sabão; é lágrimas e saliva misturadas numa taça de vinho amargo de saudade e dulcérrimo de amor.
Quero abrir o peito e deixá-la sair pelas bocas dos meus dedos. Como um coro.
E que tal? Que achas?
Há monstros entre nós
quarta-feira, março 05, 2008
domingo, março 02, 2008
sábado, março 01, 2008
Náusea
Quando percebi que tinha sido na terra onde nasci e vivi durante 30 anos, num sítio onde passo quase diariamente, fiquei siderado.
Quando me disseram que a "Alexandra Santos" era da UAL, fiquei assustado.
Quando me explicaram que tinham morto a Alexandra Neno, a Xana...
Há dias em que me revolta já não ter lágrimas, apenas uma náusea doentia.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Coração de Polipropi...quê?
Polipropileno. PP para os amigos. Para os não iniciados, devo explicar que é uma das duas substâncias usadas no núcleo (core) de todas as pranchas de bodyboard. Sendo a outra o polietileno (PE).
Ainda para os não iniciados: não desistam já de ler, bocejando, ou com um "lá está este gajo com a merda do bodyboard, irra!" (Citação à la Hugo Alves)
Esta foi a minha primeira prancha "a sério", um pedaço de pp com o qual fiz as minhas primeiras ondas "a sério", arranquei o meu primeiro 360º, apanhei o maior susto da minha vida (Praia Grande, num qualquer sábado de manhã, 3 ondas de set na cabeça e a sensação que "era desta").
Alegrias e sustos, algumas frustações, muita emoção.
Um pedaço de PP que para mim foi uma fuga para muita coisa má, um bilhete para um sonho adiado, uma teima resolvida (menos uma).
Mas falo no passado porque há coisa de uma semana fiz um buraco na minha menina. Uma ferida feita numa qualquer pedra traiçoeira.
Agora o problema é estudar uma sucessora, já que o sacana do australiano que dá o nome à tábua mudou o "shape" (formato) e já não se adapta tanto às minhas necessidades.
Agora, e ainda sem herdeira à vista, uma coisa garanto: a minha companheira com coração de PP vai ser a primeira de uma colecção de gloriosas "reformadas" com que pretendo decorar a minha sala de troféus.
Pode parecer estúpido, mas ninguém é inocente no que concerne a guardar objectos com "importância sentimental".
Descansa em paz, menina
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Onde está o wally?
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
domingo, fevereiro 10, 2008
Montanhas de Água II (Parabéns Miguel)

Na altura devida não coloquei esta foto porque o Miguel não a queria a circular na net. Mas agora é tarde, né? ;) Parabéns ao 3º classificado da categoria Action Sports do World Press Photo.
Uma foto memorável para marcar um dia inesquecível.
PS: Curiosamente, na altura em que publicámos a reportagem negaram-me as duas páginas porque "este jornal não é para exibir portfolios". Pois...engulam esta!
sábado, fevereiro 09, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
domingo, fevereiro 03, 2008
It´s a long way
IT'S a long way the sea-winds blow
Over the sea-plains blue, --
But longer far has my heart to go
Before its dreams come true.
It's work we must, and love we must,
And do the best we may,
And take the hope of dreams in trust
To keep us day by day.
It's a long way the sea-winds blow --
But somewhere lies a shore --
Thus down the tide of Time shall flow
My dreams forevermore.
William Stanley Braithwaite
"Punctuality is the thief of time."
- Oscar Wilde
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Ridículo
Sabemos que um país bateu no fundo quando se dá mais importância ao novo visual da Floribela, a estreia de Makukula (nos treinos) ou ao golo "histórico" do Cristiano Ronaldo, do que à instabilidade no Quénia, a subida taxas de juro, o aumento de 150% do pão, a pandemia de gripe, sei lá, o que seja.
Estamos no paroxismo do "pão e circo", sendo que não havendo pão, há circo. os palhaços são as Floribelas, os Ronaldos, as Merches, os Castel-Branco e os Morangos com ou sem açucar deste mundo. Não, os palhaços somos mesmo nós, os que perpetuamos o circo,alimentando-o na produção (como eu, confesso)ou no consumo.
Bater no fundo...não chega. Em tempos demos novos mundos ao mundo, agora damos novos fundos, porque todos os dias batemos mais abaixo do limite.
domingo, janeiro 13, 2008
A Caparica não é longe...
Poderá andar-se metido num amor a contragosto?
Claro que sim.
Um amor a contragosto é um amor em relação ao qual o sujeito que o sofre /palpita que está numa perspectiva catastrófica e que, em princípio, nada poderá fazer para evitar a catástrofe, que esta o espera no fim de tudo e se prepara para o mastigar sem contemplações, reduzindo-o a cisco.
" Reconquista-me!", diz o objecto desse amor a contragosto, entremostrando-se e furtando-se logo de seguida. E o sofrente do amor a contragosto compraz-se (afinal com imenso gosto!) em esfalfar-se e em arruinar-se nessa descida aos inferninhos do amor infeliz.
Como se chega- e para quê- a uma situação destas?
Por muitos caminhos e para muitos fins. Mas o que importa aqui dizer é que o amor a contragosto não é um amor partilhado. O sofrente nunca é igual a quem lhe inflige o sofrimento. É mais. Mais sentimento, mais tormento.
" Mas que figurões!", dirão as rãs que, na circunstância, sempre se juntam para fazer coro. É que eles- o sofrente e o que faz sofrer- não sabem que estão, na sua luta (assalto e defesa), a dar-se em espectáculo aos que, e ainda por cima isentos, assistem a essa terrível devoração afectiva.
De um amor a contragosto dificilmente se sai. É como um vício arraigado, é como um redemoinho que puxa irresistivelmente para baixo.
Talvez a única maneira, como ensinam certos nadadores experimentados em águas traiçoeiras, seja o sofrente deixar-se ir até ao fundo e aí, com um golpe rápido de braços e de pernas, sair do medonho vórtice. Então, poderá voltar à superfície, nadar para terra, sentar-se na areia e dizer:
- Olha do que me safei!- O mundo recobrará cor e significado.
Quem tiver na situação de sofrente, metido num amor a contragosto, pode treinar esse processo de salvação. A Caparica não é longe.
Alexandre O'Neill ( Uma coisa em forma de assim)
terça-feira, janeiro 08, 2008
Medo
Nunca primei pela coragem. Sou demasiado inteligente para ser corajoso. É-se herói muito mais facilmente quando se é, se não burro, pelo menos, inconsciente.
Nunca fui (assim tão) burro e fui atirado para as águas frias da consciência muito cedo.
A morte do meu irmão, a dois dias de eu fazer 25 anos, foi um episódio (re)fundador: ensinou-me o valor da vida e mostrou-me que morrer é fácil. Demasiado fácil.
A maior parte das pessoas passa pela maior parte da vida abençoado com a ignorância deste facto.
Desde que me dediquei à nobre arte de descer ondas (é a única referência), confrontei-me algumas vezes com situações limite. Houve mesmo uma vez em que pensei, mesmo, que ia morrer. O facto de ter tido tempo para pensar nisso debaixo de água diz muita coisa...
O medo pesa. Duplamente. Porque nos impele a viver mas, ao mesmo tempo, impede-nos de viver irreflectida e intensamente.
E esse é o seu paradoxo.
A vida seria muito mais simples se eu fosse burro.
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Montanhas de Água
Talvez. Quem me conhece bem, sabe que sou dado a paixões arrebatadoras. É verdade, não riam. E a verdade é que estou apaixonado pelo mar. Não, não vou elaborar sobre isto para não dizer grandes disparates.
Mas tenho de vos falar do 3º Special Edition da Nazaré: para os leigos, apenas dizer que...como descrever...?
Ok,imaginem 20 loucos a mandarem-se abaixo de montanhas de água com 6 e 7 metros (que é como quem diz 10 metros em medida não-surfista) com o recurso a, apenas, pranchas de bodyboard e barbatanas.
Montanhas de água, foi o que eu vi ontem na Praia do Norte, Nazaré. Não vos peço esforços de imaginação. Seguem algumas fotos.

sexta-feira, dezembro 07, 2007
sexta-feira, novembro 30, 2007
Mãos atadas
Prometi que nunca mais deixaria que me manietassem, que me enclausurassem, de corpo ou espírito. Porque os que partiram deram-me as chaves das algemas para que, assim que lavasse a água que me queimava os olhos, pudesse nunca mais chorar.
Em parte, resultou. Nunca mais chorei e, creio, nunca mais o farei. Mesmo que quisesse acho que me esqueci de como se faz.
Mas falhei. Deixei que me atassem novamente as mãos e cá estou, mais uma vez, prisioneiro nem sei bem do quê, objecto de intrigas, invejas e afogado num asco sufocante.
Tenho as mãos atadas. Mas libertar-me-ei. E não faço promessas. Não preciso.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Sem palavras
As palavras são um empecilho. Uma ponte que rui, ruidosamente, cada vez que te tento explicar, mostrar quem (o quê, porquê) sou. Apetece-me rasgar o peito, abrir as costelas para cada lado, como de um livro se tratasse, arrancar o músculo palpitante e esfregá-lo, sangrento, numa folha de papel. Eis o meu testamento e a minha carta de amor.
quinta-feira, novembro 08, 2007
quarta-feira, novembro 07, 2007
segunda-feira, novembro 05, 2007
domingo, novembro 04, 2007
Jornal+ismo, Capital+ismo
Capitalismo que, nos dias que correm, rima cada vez mais com jornalismo. Pelo menos com a indústria de produzir conteúdos que é ao que o jornalismo foi reduzido. Ou, como lhe chamo: charcutaria fina.
Exploração. Despedir os que ganham muito, manter os que ganham pouco e trabalham muito. A qualidade do produto é secundário, o que interessa é encher o chouriço (daí a charcutaria).
Recentemente, os administradores do grupo a que o meu jornal pertence -- e a merda começou precisamente com os grupos e para os "lobbies" políticos que legislam por sua encomenda --, vieram explicar que agora vamos ter de produzir conteúdos extra para o "site". E sim, claro, pelo mesmo preço. Um aumento de...contributo. A contrapartida era a formação em programas que se aprendem a dominar num par de horas. Ah...e mantermos os empreegos, o que hoje em dia... Vampiros de merda.
Hoje estive a falar com um empregado da SIC (somos todos operários agora) que explicou que agora trabalham para a SIC, para a SIC Notícias, para a SIC online, e ainda fazem uns "bicos" (a terminologia não é inocente) para o Expresso.
Temos de traçar a linha em algum lado. Infelizmente, como temos um sindicato que não existe, e que boicota sucessivamente a formação de uma Ordem dos jornalistas (perdiam os tachos), acho que a solução que se coloca a quem não está disposto a ser mais vampirizado e rebaixado é sair.
A porta está aberta.
quarta-feira, outubro 31, 2007
sábado, outubro 20, 2007
Animais
domingo, outubro 14, 2007
segunda-feira, outubro 08, 2007
Pois, exactamente como Beverly Hills
Aparentemente, foi dar com cartas e mais do que isso, memórias, de tempos idos, os dos primeiros anos de faculdade, em que essa histórias dos e-mails era para ricos que tinham essa misteriosa internet em casa (os telemóveis estavam também a começar a aparecer em força). Sim, eram os primeiros anos da década de 90. Eu disse arqueologia, não foi?
Ora, passando os olhos por essas ditas cartas, muitas vezes, como ele diz, entregues em mão, porque faziam sentido não pela distância física, mas pela proximidade espiritual que permitiam, ele recordou. E escrevendo sobre isso, fez-me recordar também.
Escreve, com uma lucidez que nos vai sendo rara (sobretudo nele ;) ), que dizia, então que a amizade daquele grupo era como a de "Beverly Hills", numa referência à série norte-americana "Beverly Hills 90210" , pelo menos, acho que era esse o código postal...
Meu amigo, a razão pela qual não guardo mais do que recordações dessa época, é por que as tuas palavras foram exactas e proféticas. Afinal, não é por coincidência que na foto que colocaste no teu "post", não está lá a minha grata figura. É que como na tal série, havia amizades, mas também romances, traições e sim, até os maus da fita...
Tenho penaa que tudo tenha terminado assim (pelo menos para alguns), porque guardo muitas e gratas recordações desses tempos. E até as más foram marcantes e produtivas. Foram anos intensos e marcantes. Por tudo o que se passou dentro mas também, e sobretudo, fora do grupo.
Cresci. Crescemos todos. Mas as minhas gavetas estão vazias, amigo, tenho muito mais para lá meter. No Futuro.
sábado, setembro 15, 2007
Honestidade
terça-feira, setembro 11, 2007
domingo, setembro 09, 2007
Carta aberta à RTP*
Cumprimentos
* Nota: Cópia de um e-mail dirigido à empresa
sábado, setembro 08, 2007
Produção? LOL
Para um amigo meu que gosta imenso de músicas "com produção". Discordamos muitas vezes, mas desta vez vais ter de me dar a palma: uma voz, uma guitarra e percussão. Poderoso
sexta-feira, setembro 07, 2007
Heranças
Tinha para aí 12 ou 13 anos quando ouvi falar de Luciano Pavarotti pela primeira vez. Uma dádiva (mais uma) do meu padrinho para a minha educação. O meu padrinho foi uma espécie de pai intelectual para mim, muito porque, ansioso pela sua aprovação, andava a ouvir música clássica, com o esforço de um adolescente orfão que queria que gostassem dele.
Um esforço que me revelou aquela voz possante e figura simpática mas, mais do que isso, alguns dos mais preciosos tesouros da música (clássica e não só).
O meu padrinho morreu, mas deixou-me muita coisa. Deixou-me livros, discos, uma cultura geral. Agora foi a vez de Pavarotti, mas tal como o meu padrinho, ele também nos deixa a sua voz...e a emoção.
domingo, setembro 02, 2007
sábado, setembro 01, 2007
Como Cristo
quarta-feira, agosto 22, 2007
English rose
Pouco olhei para a paisagem, pouco apreciei esta oportunidade de viajar por um país estrangeiro, de beber a experiência. E é, agora, nas últimas horas, cruzando a verde e chuvosa paisagem de um Agosto que não o é (pelo menos para mim, que me redescubro latino e amante do tempo quente…quem diria), que os dedos me escorregam para o teclado. Finalmente, como uma prostituta que não sendo obrigada pelo dever profissional, redescobre o prazer e o amor.
Hoje em dia já não acontece frequentemente, escrever por prazer, quero dizer… o facto de passar a vida a escrever o que os outros querem acaba por ter esse efeito. Esquecemo-nos do que queremos, nós próprios dizer.
Espero que não. A imagem da miúda leva-me a outra que nos tem perseguido a todos. A de Madeleine McCann. Não, nem vou entrar por aí. Tenho uma opinião muito própria sobre o assunto e não me apetece sequer começar.