quarta-feira, julho 20, 2005

Nú com a mão no bolso

A liberdade é um reino vasto, com muitas quintas. A minha é recém-adquirida: andar nú em casa.

Não há sensação melhor que andar à vontade dentro do meu próprio domínio completamente livre dos empecilhos têxteis. É claro que gosto de roupa e prezo sobremaneira a sua protecção e a enorme possibilidade de expressão que esta nos dá. Mas andar nú faz-nos sentir mais puros e em contacto com a nossa verdadeira Natureza. Ok, e há a insubstituível sensação da aragem na genitália.

Pode parecer um disparate mas depois de viver em casa da mãe até aos 30 anos, com a privacidade obviamente limitada, não há coisa melhor do que poder usufruir deste pequeno grande prazer sem correr o risco de chocar o olhar materno com as (evidentes) alterações que este corpinho sofreu desde que a senhora nos expeliu para o frio do extra-útero.

Mas, e há sempre um "mas". Além de gostar de andar nú, também gosto de ter as janelas abertas. E apesar de não ser um gajo friorento e de estarmos no Verão, acabei por pagar o preço de dormir com o meu fato de nascimento: uma brutal gripe.

Já estou há perto de uma semana a acordar com a garganta dorida, o nariz permanentemente entupido e a voz de uma octogenária cantora de cabaré berlinense reformada.

Estou um bocado farto, mas há quem diga que a maior parte dos prazeres pagam-se.

Pelos vistos, até aqueles que são gozados a sós.





2 comentários:

. disse...

Nasex, Mentocaína, Claridon. Consulta de borla, que é que queres mais? Sempre tiveste essa veia exibicionista, não te bastava já mostrar o traseiro na praia? ;-)

Carlos disse...

Eh pá, desculpa lá mas sou avesso a drogas. Estou a poupar-me para quando precisar de Viagra (lá para osd 101 anos, apre!)
E recuso totalmente essa acusação de exibicionismo. Janelas abertas mas não tanto :)