sábado, dezembro 13, 2008

Descobertas



quinta-feira, dezembro 11, 2008

Of light and darkness


Quando comecei este caleidoscópio da minha esquizofrenia, às vezes pesudo-literária, outras vezes apenas literal excremento, não precisei pensar muito no título: Luce Vers Tenebrae; Luzes e Trevas.

Não tem nada a ver com uma visão maniqueísta da vida, não, os 16 anos já passaram há muito e creio que mesmo nessa idade já via as coisas de forma mais complacente. Era uma criança velha que todos os anos parece ficar mais maravilhosamente imatura mas com a noção ue mais do que preto e branco, o mundo é pintado em infinitos matizes de cinza.

Não, este título tem mais a ver, fundamentalmente, com uma certa tendência maníaco-depressiva que sempre me caracterizou. De facto, parece que as desordens bipolares estao na moda. Um amigo meu teve esse diagnóstico há algum tempo e um dos meus bodyboarders favoritos sofre da mesma condição por isso até era adequado...

Mas quem me conhece sabe que há razões para pensar nisto. Antigamente pensava que os acessos de depressão se justificavam com os problemas familiares, com o crescimento, com a escola, o trabalho...

A verdade é que todos esses ficaram para trás e continuo sujeito a a reacções depressivas desproporcionadas. Por outro lado, há alturas em que entro num frenesim eufórico até ao ponto do aborrecimento. O que não seria mau se não fossem episódios seguidos por "ressacas" de tristeza e profunda insegurança.

Não estou a dizer que sofro de desordem bipolar, não, bolas. Falei em tendência. No máximo, um ligeiro desequilíbrio.

Mas, também, como costumava dizer mais frequentemente aqui há já uns bons anos: "Não conheço ninguém completamente normal e ainda bem, porque se existir gente normal devem ser cá uns chatos..."

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Se eu pudesse...

"Se eu pudesse voltar à juventude, cometeria todos aqueles erros de novo. Só que mais cedo."

(Tallulah Bankhead)


BOOM/NMDtv Ep 2.05 Super Groms from Waldron Bros Production on Vimeo.

sábado, novembro 29, 2008

7ª arte

Há muito tempo que não tinha tanta vontade de ver um filme como tenho de ver este

"There's no devil...

...only god when it's drunk"

sexta-feira, novembro 28, 2008

I am a Rock

Começa assim o tema com o mesmo nome da autoria de Simon and Garfunkel.

As 10 anos, quando comecei a preparatória, não podia ser esse o meu lema. Era jovem e ainda não era rocha, era lava: quente, borbulhante sangue da terra. Nessa altura, o segundo verso seria mais apropriado: "I am an Island".

Porque foi mais ou menos assim que me descrevi quando me pediram, num qualquer teste vocacional ou psicotécnico, que descrevesse o que gostaria para o meu futuro. Aos 10 anos, algumas linhas depois de anunciar que ambicionava ser paleontólogo ou arqueólogo, expliquei que gostaria de viver numa ilha deserta.

Não é de admirar que a preocupada directora de turma tenha vindo falar comigo. Lembro-me disto como a primeira vez em que, olhando para aquele papel, tive de olhar também para dentro de mim e materializar o que queria, ou quem eu era.

Não, não era uma rocha, nem tão pouco uma ilha. Mas queria sê-lo. E ao mesmo tempo, queria sair da solidão em que me tinham encerrado, em que eu me tinha encerrado. Vivia num paradoxo entre querer estar sozinho e, ao mesmo tempo, querer, precisar, desesperadamente, ser amado.

Queria ser uma rocha ou uma ilha porque, como conclui Paul Simon nos últimos versos da canção, "and a rock feels no pain, and an island never cries."

Neste momento, estou a escrever estas linhas e acabar de beber o meu café. A seguir parto para Peniche para gastar algumas horas de luz da minha folga a surfar antes que chegue o maremoto que ameaça atingir a nossa costa este fim-de-semana.
As horas antes da tempestade. Às vezes parece que sempre estou à espera de uma tempestade. Para a enfrentar. Como uma rocha.

quarta-feira, novembro 26, 2008

terça-feira, novembro 18, 2008

A verdade por detrás da mentira

E eis, sem efeitos especiais, como é que eu parti a cabeça...

E o animal sou eu?

http://www.animalssavetheplanet.com

sábado, novembro 15, 2008

Uma pequena jóia

Um novo significado para "herói acidental"

É mais ou menos isto, mas muito mais do que isto

Roubei este anúncio ao blog "Ondas" porque, antes de mais nada, é um anúncio brilhante, e depois porque traduz...um bocadinho, o que se sente.


sexta-feira, novembro 14, 2008

Sol de inverno

Para afugentar a incerteza e a depressão, nada como a luz e o calor deste sol de inverno.

quarta-feira, novembro 05, 2008

terça-feira, novembro 04, 2008

Esperança

Obama pode ser bom de mais para ser verdade. Parte de mim desconfia, é certo. Mas o que ele representa não é dúbio nem falso. A esperança pode ser defraudada mas isso não é motivo para desistir da esperança. Porque o que resta é o desespero.

Há 8 anos dei por mim a tentar explicar a pessoas que não tinham a mínima noção do impacto que as eleições nos EUA têm nas nossas vidas, que "aquele nazi" não podia ganhar. Que caso isso acontecesse, não tinha sequer noção das consequências.

O gajo ganhou e se, nalguns aspectos, as consequências não foram tão desastrosas...bem, pensando bem, ate foram, só que de maneira diferente. O mundo mudou muito em 8 anos, mas numa coisa eu não me enganei: "aquele nazi" (devia ter dito "aquele imbecil") não devia ter ganho.

Esperemos que agora eu ainda esteja a torcer pelo lado certo (eu acredito que sim) e que ele ganhe.

Porque eu acredito.

segunda-feira, novembro 03, 2008

terça-feira, outubro 28, 2008

Imposto




O post anterior foi estranhamente premonitório. Depois do cagaço que apanhei ao ver-me sozinho num mar além dos meus limites, eis que voltei ao local do crime e percebi, dolorosamente, que o problema não eram os meus limites mas uma má conjugação de factores: uma maré demasiado cheia para fazer umas ondas decentes, o primeiro dia de um swell invernoso e a inquietação culpada de estar a violar uma regra básica dos desportos de mar: "Não entrarás na água sozinho".

Depois de alguns dias a entrar nesse mesmo "spot" com companhia (de amigos e, não só, já que no fim-de-semana vi muito mais gente do que seria desejável..) eis que aconteceu um dia memorável: arranquei um par de manobras com as quais ando a lutar há algum tempo, e embora ainda não saiam fluidas e nem sequer sempre saiam quando quero, desta vez, saíram.

Mas, uma coisa que aprendemos desde cedo é que tudo tem um preço ou, como dizem os outros, "there is no such thing as a free lunch". A maré encheu muito, os fundos naquela praia estavam a fazer um quebra-coco violento e eis que, tentando terminar uma onda demasiado perto da areia... bem, digamos que a minha cabeça se ia abrindo como um melão. Hoje estou com a cara mais inchada e negra do que a foto que acompanha este post documenta, dói-me o pescoço e as costas que é uma coisa parva, mas sabem que mais? O Inverno está aí e eu já passei para o outro lado do medo: estou preparado. Basta apenas dar um pouco de sangue ao mar. Chamemos-lhe imposto.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Medo






O Inverno chegou. E o Inverno traz as boas ondas. Mas também traz as ondas demasiado grandes. E traz o medo.

Não gosto de me considerar uma pessoa medrosa, mas estou a chegar à conclusão que mais do que medroso, estou a tornar-me um cobarde.

Não tenho medo de estar com a cara a centímetros de uma serpente cuja dentada me pode matar em 2 horas e fotografá-la, mas tenho medo de me meter num avião comercial.

Não tenho medo de nadar no Nilo onde poderão haver crocodilos mas tenho medo de estar no mar com ondas de metrão (o que para o meu nível de experiência já devia ser mais ou menos tranquilo).

Então o que me mete medo? Já tentei descrever várias vezes como é levar com uma onda pesada. Braços e pernas para cada lado, como se fossem saltar fora, cambalhotas, sensação de descontrolo e falta de ar. Consigo nadar cerca de minuto e meio debaixo de água. Não é mau, tendo em conta que nunca treinei natação. E apresenta alguma garantia de sobrevivência já que uma onda de até dois metros obriga-te a estar menos que isso lá em baixo.

O problema é o pânico, o medo irracional e primário que nos rouba o ar num instante.

Sempre pensei que fosse medo de morrer. O acidente do meu irmão acordou-me para a minha mortalidade demasiado cedo. Mas agora começo a pensar que é outra coisa. É medo da falta de controlo. Medo de não dominar uma situação ou de não ter as ferramentas para a controlar.

No mar, tento apetrechar-me com o melhor material possível, sempre à procura da prancha mais indicada, do fato mais quente. Mas como diz o meu amigo e mestre de ondas F, o dinheiro não compra talento, habilidade nem "go for it" que é uma forma sofisticada e surfística de dizer...tomates.

Conheço muito boa gente que só surfa meio-metro e está muito satsifeita com isso. Mas eu quero mais. Quero sempre mais. Ambição desmedida e medo. Como é que convivem?

Mal. E essa é a minha cruz.

domingo, outubro 12, 2008

Welcome to the jungle

Para os meus amigos que estranham a miha prolongada ausência do espectro visível (e audível), sinto-me na obrigaçao de explicar: Estou na Costa Rica, sem telemóvel, já que parece que o meu carregador nao se dá bem com os adaptadores de 100 volts que tem de se usar por aqui. Nao que fizesse diferença, já que tenho andado por sítios em que as únicas redes sao mesmo as mosquiteiras. Assim, tenho falado muito com os macacos uivadores, os tucanos, os crocodilos e jacarés, quetzais, tarântulas, serpentes e nao sei que mais. Ainda tou para ver um jaguar, mas lá iremos...

Entretanto, só queria avisar que estou vivo mesmo que num computador latino americano em que os únicos "tils" vêm numa tecla com n. Uma coisa assim: "ñ". Isto só para os engraçados que possam ter a mania de me corrigir a ortogafia :).

Volto daqui a quatro dias.

PS: Garcia, como estao as ondas? O único sítio com mar em que estive estava infestado de tubaroes e crocodilos à caça. Estamos na época da desova da tartaruga verde e parece que os rapazes às vezes enganam-se e mordiscam uns turistas. E tendo em conta que já vi crocodilos com 3 metros...

A seguir sigo para o lado do Pacífico. Pode ser que tenha sorte.

segunda-feira, setembro 29, 2008

sexta-feira, setembro 26, 2008

É amanhã

Depois de não sei quantos ameaços, amanhã bem cedo vou estrear-me, finalmente, na Praia do Norte.

E que Deus me ajude...