quarta-feira, maio 21, 2008

Genial





A querida C. chamou-me a atenção para este pedaço de genialidade. Peço desculpa a quem não sabe ler inglês, mas confio nos meus leitores.

'Next Life' by Woody Allen

In my next life I want to live my life backwards. You Start out dead and get that
out of the way. Then you wake up in an old people's home feeling better every day.
You get kicked out for being too healthy, go collect your pension, and then when you
start work, you get a gold watch and a party on your first day. You work for 40
years until you're young enough to enjoy your retirement. You party, drink alcohol,
and are generally promiscuous, then you are ready for high school. You then go to
primary school, you become a kid, you play. You have no responsibilities, you become
a baby until you are born. And then you spend your last 9 months floating in
luxurious spa like conditions with central heating and room service on tap, larger
quarters every day and then Voila! You finish off as an orgasm! I rest my case.

sábado, maio 17, 2008

Revoluç(ões)




Às vezes, na vida, é preciso ir pelo caminho menos percorrido. Para o bem e para o mal, acho que não sei fazer as coisas de outra maneira...

Mas hoje quero celebrar a diferença. E faço-o através de um símbolo de diferença por excelência: com o meu novo MAC. É verdade, ao cabo de não sei quantos anos às cabeçadas com os produtos do senhor Bill Gates, resolvi, finalmente, dar uma hipótese à concorrência. Lá está, o caminho menos percorrido. E sabem que mais? Grande jogada. O sistema operativo é limpinho, facílimo de manejar, a máquina é excelente, rápida e....convenhamos, não magoa a vista.

Nesta altura, o verdadeiro motivo por trás deste post já está a gozar, a dizer que admito que só comprei um Macintosh porque são bonitos. É verdade. Mas não o objecto em si, é o conceito: a simplicidade. Mais: a liberdade.

E é de liberdade que, afinal, quero falar. Hoje, o meu amigo F deu o salto. Porque nunca se sabe quem vai ler isto, o meu amigo terá de ser só "F".

O meu amigo é um puto. Sim, é bem mais novo que eu, aí uns 6 anos, se não me falham as contas... Bolas, o meu irmão, o meu puto, seria bem mais velho que ele. Caraças, como o tempo passa...

A referência ao meu mano não é descabida. Acho que o que me fez ganhar amizade tão forte e tão rápida ao meu amigo F é que ele, em tanta coisa, é muito parecido com o meu irmão. E, depois, em tantas outras, tem muito a ver comigo.

Lembro-me de quando era bem menino estar a falar com o meu irmão e, constatando o quão diferentes éramos (tão óbvio que era difícil não o perceber), lhe ter dito que se houvesse uma maneira de nos fundirmos num só ser, esse gajo seria perfeito. Ok, ok, o que querem?...é a parvoíce natural da infância.

Na verdade, era a maneira de dizer ao meu irmão que o invejava. Ele tinha a irreverência, a força e a coragem que ainda hoje estou começar a conquistar.

Soube depois, tarde de mais, que o meu irmão também retribuía a minha admiração. Ao mexer nas suas gavetas à procura de documentos para a agência funerária encontrei a primeira peça assinada no Record, dobrada em quatro, escondida como um tesouro.

Mas estou a perder demasiado tempo a falar do meu assunto favorito: eu mesmo :)

Quero falar do meu amigo F. Mas quando falo do meu irmão também estou a falar de F. Porque em F vejo o Mário. A sua irreverência explosiva, o seu senso de humor cáustico, e sobretudo a forma algo absurda que ele tem de me tentar proteger dos meus próprios erros.

Tal como o Mário, F tem a dificuldade extrema de perceber que, de alguma maneira, através da minha loucura, eu arranjo sempre maneira de me safar. Aliás, ele sabe que sou um sobrevivente.

Tal como o Mário, F também tem pouca paciência para as minhas crises existenciais, sobretudo numa altura em que fazem cada vez menos sentido.

Mas, tal como Mário, também com ele percebo a amizade que corre debaixo do fogo de artifício.

Hoje, F fez uma revolução. F está livre, abriu asas e vai voar alto. Tenho a certeza. Porque tem qualidade e uma falta de humildade própria dos heróis da pena.

Não vou cometer o erro de esperar demasiado para to dizer: tenho orgulho em chamar-te meu amigo e espero que um dia, daqui a uns anos, me deixes chamar-te irmão.

Porque, às vezes, ir pelo caminho menos percorrido faz toda a diferença.

sábado, maio 10, 2008

Rapsódia


Sim, fui transferido de secção outra vez. Agora estou no futebol internacional. O que não me impede de dar uma mão às modalidades, ao futebol nacional e ao Sporting. Escusado será dizer que no Benfica não toco (depois do processo sujo que me afastou de lá...tenham alguma vergonha, não?!)

Não, não há ondas, não há previsão de haver ondas, e estou a começar a considerar comprar uma BTT (o ginásio está fora de hipótese durante uns tempos já que estourei as costas a fazer agachamento). Não consigo ficar parado sem fazer nada, mas a idade e os abusos a que submeti o corpo durante anos começam a sentir-se (ombro, costas e, de quando em quando, joelhos).

Sim, as finanças estão atrás de mim outra vez. Parece que algumas contribuições da minha avó não encontraram o caminho até à minha caixa do correio e estiveram a somar uma bonita quantia. Esta semana tenho de ir lá e, pelo caminho, adiar a compra do meu novo portátil e de um novo wetsuit. Enfim...

Não, não tenho nada de importante para dizer. O meu cérebro está flat, como o mar (já disse que não há ondas dignas desse nome?)

Sim, estou aborrecido. Como o caraças!

domingo, abril 20, 2008

quarta-feira, abril 16, 2008

Procol Harum - A whiter shade of pale 1967

Sem palavras

Resposta ao desafio

Ok, conforme acordado com o meu amigo Garcia, cá vai o meu contributo para o desafio

Um mês: Agosto (na alegria e na tristeza)
Um dia da semana: Sábado
Um número:Sete
Um planeta: o azul
Uma direcção: Sem direcção
Um móvel: o sofá
Um líquido: água
Um pecado: luxúria, claro!
Uma pedra: Granito
Um metal: Platina
Uma árvore: Sequóia
Uma fruta: Ananás
Uma flor: Rosa vermelha
Um clima: Nórdico
Um instrumento musical: Violoncelo
Um elemento: Fogo
Uma cor: Vermelho
Um animal: Cão
Um som: Trovão do mar revolto a bater na costa
Uma canção: Whiter shade of pale
Um perfume: Aqua di Gio
Um sentimento: Paz de espírito
Um livro: Evangelho Segundo Jesus Cristo
Uma comida:Bacalhau à Lagareiro
Um lugar: Portugal
Um gosto: Mulheres
Um cheiro: Mar
Uma palavra: Força
Um verbo: Lutar
Um objecto: A minha prancha
Uma peça de roupa: Ténis
Parte do corpo: Coxa
Uma expressão: Sorriso
Um desenho animado: Mafalda
Um filme: Lista de Schindler
Uma forma: Oval
Uma estação: Inverno
Uma frase: Perdoa-lhes Pai, que eles não sabem o que fazem


Pronto, chiça que isto demorou. Agora quem quiser...

terça-feira, abril 15, 2008

Lagido ou a atracção do abismo



Desde que comecei nesta treta de descer ondas (que, convenhamos, não foi assim há tanto tempo) que o meu amigo Garcia me fala do Lagido como um desafio "para homens".

De facto, falamos de uma onda que quebra ao largo do Baleal, em Peniche. Uma esquerda rasa e triangular, ouvi dizer. Raramente a vi como deve ser, também porque, convenhamos, o spot é pequeno e sempre cheio de penicheiros avarentos.

Mas também porque falamos de um pico em que, graças à laje que lhe dá o nome, podemos estar com água pela cintura no meio do mar. O que significa que em caso de queda, temos para aí meio-metro de H2O para nos aparar a queda e depois...a pedra.

Para homens, diz o Garcia. Acho que já estou preparado. A questão é se o meu crânio também...

E há (mais) dias assim




Ia escrever qualquer coisa mas, honestamente, estou exaurido de força, de paciência, de entusiasmo.

Nota: O mar vai crescer mas o vento está ao contrário do ideal (há dias assim)

quinta-feira, abril 03, 2008

Memórias

Interrompo a marcha escadas acima, em direcção à casa da minha avó. Espero por ela agarrado ao corrimão, com o queixo pousado na madeira escura, polida e macia: "Vó, estive a pensar...não quero deixar de ser criança. Os adultos só pensam em dinheiro e só trabalham, não brincam nem aprendem nada. Não precisava de crescer mais. Sei que vou crescer, mas mesmo quando for grande vou ser criança. Acha que dá?..."

Porra, avó, não me disseste que seria tão difícil...

Nunca a dor foi tão divertida

quarta-feira, março 26, 2008

Pelos Cães

Vamos fazer qualquer coisa contra a eugenia canina enquanto os fascistas não fazem o mesmo connosco.

http://www.peloscaes.org/

domingo, março 23, 2008

Paris:Luce vers Tenebrae



Se não contarmos com as escalas no Charles de Gaulle, esta é a quarta vez que estou em Paris. Paris…
Só o nome faz ressoar uma escala de referências literárias, cinematográficas, plásticas. Como uma escala numa espécie de teclado de piano civilizacional. Porque se Nova Iorque é a Roma da actualidade e Roma é a Roma de sempre... Paris é Paris.
É a cidade com que o Mundo sonha quando sonha. Não são os cafés de esquina -- tão “charmant”, não acha querida? -- não são as lojas, os museus, as pernas das parisienses, emblematicamente quase sempre magras e despidas, mesmo no Inverno (Bem-vindo milagre de nylon, as meias de senhora…)

Não, também não são os monumentos esmagadores, as grandes avenidas ou, por harmonioso contraste, os bairros históricos dos artistas e das prostitutas que os alimentavam e nutriam, sim, que são coisas bem diferentes. Afinal, o seio que beijamos também é a mama que nos dá o leite. É tudo uma questão de perspectiva.

Ah, essas maravilhosas ruelas tão estreitas, recurvas e misteriosas como os caprichos das mulheres. Bem, pelo menos de algumas que conheci…

Não e sim. Paris é tudo isso, mas também é tão mais que isso, bolas.
Paris é sempre a primeira vez que cá passamos. Quando somos jovens, embora já não inocentes. Quando insistimos naquelas parvoíces que se fazem quando vivemos o sonho dos outros: Lanchamos nas esplanadas dos tais cafés de esquina, perdemo-nos em Montparnasse, visitamos a Defence e a Bastilha, Notre Dame, o Quartier Latin e claro, a senhora de toda a cidade, a Torre Eiffel. Lá está ela, ponta-de-lança, literalmente, de uma tecnologia que hoje não é mais que arte em ferro e até romance.

Mas o que não é romance em Paris?

Subimos ao cimo da torre a pé, pelo menos a parte que é permitida sem recorrer ao elevador, entupido por intermináveis filas de turistas americanos e espanhóis e italianos e portugueses e…não, nós? Não, somos jovens, estamos apaixonados e não somos como ninguém, não é?
Lembras-te como chorei quando pensei que o “puto” não ia ver aquilo nunca? Que era dono do Mundo e nunca tinha sequer vindo a Paris? Pensando bem, deve ter sido das últimas vezes que consegui chorar. Já lá vão quase 10 anos. Merda, como o tempo passa.
Menos para Paris. A cidade Luz…pois.
Uma Luz fria como o Inverno que resiste lá fora. Acho que ninguém lhe explicou que aqui em França a Primavera também começa dia 21 de Março.

Nunca fui grande adepto da Luz. Vá, piadas clubísticas aqui não…
A verdade é que a escuridão era mais o meu género. Aquela que me escondia debaixo da cama ou a que vertia para o papel nos meus tempos de adolescente. A idade do armário…pois…sempre achei que devia ser rebaptizada como a idade da gaveta, pelo menos para todos aqueles, e não são assim tão poucos, que guardam papéis rabiscados nas gavetas. Escuras, claro.

Tão escuras como os cabelos da minha mãe. Ela tinha longos cabelos negros que lhe davam pelas costas.
Agora, o cabelo é mais curto e apesar de algum, pouco, esforço, e muita tinta, percebe-se que já estaria raiado de branco. A escuridão agora é lá dentro. Mas não é uma escuridão protectora: é açambarcadora, sufocante, que engoliu a minha mãe com ela. Desde que o “puto” partiu.

Que diabo, quem diria que uma viagem do café para casa, ainda por cima de mota, que é um veículo tão ágil, haveria de demorar 10 anos?

Raios te partam.Tenho saudades.

A verdade é que esta é a minha quarta vez em Paris e percebo que cada vez gosto mais…de Roma. É mais quente, mais aconchegante. E quanto à luz? Os ocres das paredes das casas romanas valem bem as luzes de Paris. A única cor que bate isso é a de Lisboa quando passamos o Tejo de barco. Mas depois chegamos ao Cais do Sodré e o rosa-azul-dourado (à falta de melhor descrição) transforma-se noutros tons bem menos poéticos. Mas, enfim, é o amor-ódio que caracteriza todos os portugueses pelo que é deles.

E eu, em algumas coisas, sou muito português.

sexta-feira, março 14, 2008

Cães danados



Começo por confessar que votei no PS nas últimas eleições legislativas.

Ok, arrumada essa questão, deixem-me ARRASAR esses fascistas de merda!

Então, agora querem proibir a importação, criação e posse de 7 raças perigosas de cães. A saber, o cão de fila brasileiro, o Pit Bull Terrier, o Staffordshire Terrier, o Rotweiller, o dogue argentino, o bull terrier e o Tosa Inu.

Três palavras: mas estão malucos?!

O que é isso de raças perigosas? Porque são maiores e têm uma dentada mais forte? Um Labrador poode ser tão perigoso como um Rotweiller se for treinado para isso. Aliás, há poucos cães com temperamento tão equilibrado como o Rottweiller.

Costumo dizer que não há cães perigosos, há donos perigosos. Mesmo uma arma de fogo só mata se apertarem o gatilho. É pá, e nenhum cão é uma arma. É-o tanto como um carro. Se atirar um automóvel contra alguém...

Estas raças têm todas grandes qualidades físicas, temperamentos valentes e fidelidade ao dono. Tão fiéis que se o dito dono for (esse sim) uma besta eles não percebem. Também há o dono fraco que não se sabe impor ao cão e isso também é uma fonte de problemas.
Em suma, se não tens mãos para um carro rápido, compra um Polo 1.2 (private joke).

O grande (único) problema são os donos. Porque, infelizmente, 90% das pessoas que compram um pitbull ou um Rotweiller têm graves problemas de afirmação (ou uma pila pequena) e compensam com o animal. Os cães são o espelho do dono, pela raça que o dono escolhe e pela própria socialização do animal. Um dono tímido tem um cão tímido um dono afável e sociável tem um cão com as mesmas características, etc.

E nem me ponham a falar dos fdp que se metem nas lutas de cães e criam verdadeiros criminosos de 4 patas.

Agora se vamos pelas "raças perigosas"...daqui a anos vamos estar a falar de "racismo" animal.

Post Scriptum (por razões óbvias nem uso a abreviatura desta expressão): O PS também quer proibir os piercings na língua...a seguir, quem sabe, definir o que fazemos oiuo não na cama e com quem. Porque não?

Post Scriptum 2: a foto que ilustra este post é de um perigosíssimo Rottweiler. Agora somos todos obrigados a ter Golden Retrievers e Cocker Spaniels.

E dizem-se socialistas??? Foda-se, agora percebo porque é que o Cavaco curte estes gajos.

quinta-feira, março 13, 2008

Um mini clube



A primeira vez, até pensei que fosse coincidência. Mas seria? Haveria outro mini azul e branco perto da minha casa com quem o gajo me confundisse? Mas à segunda vez não havia dúvidas.

Aconteceu-me duas vezes ao sair de casa cruzar-me com um mini preto que de ambas as vezes me saudou com os máximos. A minha reacção foi sempre a mesma: perplexo com o gesto, apenas acenei a cabeça, tentando perceber se o conhecia de algum lado.

O facto é que não. O tipo estava a saudar um tipo que, como ele, tomou a opção apaixonada (leia-se irracional) de comprar um mini.

Adoro o meu carro, mas reconheço que é uma escolha pouco lógica. Senta quatro pessoas (à frente tem espaço em barda mas os passageiros atrás não podem ter mais de 1'75 se não ficam um pouco desconfortáveis), e a bagageira é excelente para levar um saco de viagem. Ponto.

De resto, anda muito bem (0 aos 100km em 9,9s 190km/h velocidade de ponta anunciada, embora já tenha dado 185 km/h e com muita rotação para dar na 6ª...) arruma-se bem, é seguro, dá um gozo do caraças de conduzir (curva que é um sonho) e, porque não dizê-lo, é lindo.

Mas agora, começo a perceber que mais do que um carro comprei um bilhete para um clube. É que por ser um carro pouco racional...até porque não é barato...há poucos, e os donos partilham um sentimento de solidariedade ou, porque não dizê-lo, fraternidade. Como se a nossa opção de veículo nos distinguisse do resto do mundo.

Enfim, da próxima vez, respondo-lhe com máximos também. Afinal, nós dos minis temos que ser uns para os outros.

quarta-feira, março 12, 2008

Can I Play With Madness?

Can I?

Sonhar

Boa pergunta

Alguém tenta responder?

segunda-feira, março 10, 2008

Fuga

Às vezes fugir é não sair do mesmo sítio.

domingo, março 09, 2008

Estou grávido


E que tal se eu largasse este engano que todos os dias me engana? Que tal se me despedisse, largasse tudo, refugiasse num buraco cheio de luz e sal e escrevesse o livro de que estou grávido? Sim, porque estou grávido e ando a matar a minha criança todos os dias. Aos bocadinhos.

É uma criança belíssima de feia e grotesca de bela. É ensurdecedora e silenciosa, ofuscante de escuridão. É sangue e tripas, penas de anjo e bolas de sabão; é lágrimas e saliva misturadas numa taça de vinho amargo de saudade e dulcérrimo de amor.

Quero abrir o peito e deixá-la sair pelas bocas dos meus dedos. Como um coro.

E que tal? Que achas?

Há monstros entre nós


"Os dois homens terão actuado de cara descoberta tanto no homicídio de Alexandra Neno como no de Diogo Ferreira, ambos mortos com a mesma arma mas em zonas distantes nos arredores de Lisboa e com quatro horas de intervalo."

Correio da Manhã, 08 Março