Alguém tenta responder?
quarta-feira, março 12, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
domingo, março 09, 2008
Estou grávido

E que tal se eu largasse este engano que todos os dias me engana? Que tal se me despedisse, largasse tudo, refugiasse num buraco cheio de luz e sal e escrevesse o livro de que estou grávido? Sim, porque estou grávido e ando a matar a minha criança todos os dias. Aos bocadinhos.
É uma criança belíssima de feia e grotesca de bela. É ensurdecedora e silenciosa, ofuscante de escuridão. É sangue e tripas, penas de anjo e bolas de sabão; é lágrimas e saliva misturadas numa taça de vinho amargo de saudade e dulcérrimo de amor.
Quero abrir o peito e deixá-la sair pelas bocas dos meus dedos. Como um coro.
E que tal? Que achas?
Há monstros entre nós
quarta-feira, março 05, 2008
domingo, março 02, 2008
sábado, março 01, 2008
Náusea
Quando me disseram que a esposa do Fernando Santos da SportTV foi morta a tiro, fiquei chocado.
Quando percebi que tinha sido na terra onde nasci e vivi durante 30 anos, num sítio onde passo quase diariamente, fiquei siderado.
Quando me disseram que a "Alexandra Santos" era da UAL, fiquei assustado.
Quando me explicaram que tinham morto a Alexandra Neno, a Xana...
Há dias em que me revolta já não ter lágrimas, apenas uma náusea doentia.
Quando percebi que tinha sido na terra onde nasci e vivi durante 30 anos, num sítio onde passo quase diariamente, fiquei siderado.
Quando me disseram que a "Alexandra Santos" era da UAL, fiquei assustado.
Quando me explicaram que tinham morto a Alexandra Neno, a Xana...
Há dias em que me revolta já não ter lágrimas, apenas uma náusea doentia.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Coração de Polipropi...quê?

Polipropileno. PP para os amigos. Para os não iniciados, devo explicar que é uma das duas substâncias usadas no núcleo (core) de todas as pranchas de bodyboard. Sendo a outra o polietileno (PE).
Ainda para os não iniciados: não desistam já de ler, bocejando, ou com um "lá está este gajo com a merda do bodyboard, irra!" (Citação à la Hugo Alves)
Esta foi a minha primeira prancha "a sério", um pedaço de pp com o qual fiz as minhas primeiras ondas "a sério", arranquei o meu primeiro 360º, apanhei o maior susto da minha vida (Praia Grande, num qualquer sábado de manhã, 3 ondas de set na cabeça e a sensação que "era desta").
Alegrias e sustos, algumas frustações, muita emoção.
Um pedaço de PP que para mim foi uma fuga para muita coisa má, um bilhete para um sonho adiado, uma teima resolvida (menos uma).
Mas falo no passado porque há coisa de uma semana fiz um buraco na minha menina. Uma ferida feita numa qualquer pedra traiçoeira.
Agora o problema é estudar uma sucessora, já que o sacana do australiano que dá o nome à tábua mudou o "shape" (formato) e já não se adapta tanto às minhas necessidades.
Agora, e ainda sem herdeira à vista, uma coisa garanto: a minha companheira com coração de PP vai ser a primeira de uma colecção de gloriosas "reformadas" com que pretendo decorar a minha sala de troféus.
Pode parecer estúpido, mas ninguém é inocente no que concerne a guardar objectos com "importância sentimental".
Descansa em paz, menina
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Onde está o wally?
Mais um vídeo do Special Edition 2007 com a presença de um vosso conhecido. Pista: o único otário num campeonato de bodyboard que trazia uma mala de designer italiano visivelmente identificada com o nome da marca na correia. Mau aspecto, eu sei...
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
domingo, fevereiro 10, 2008
Montanhas de Água II (Parabéns Miguel)

Na altura devida não coloquei esta foto porque o Miguel não a queria a circular na net. Mas agora é tarde, né? ;) Parabéns ao 3º classificado da categoria Action Sports do World Press Photo.
Uma foto memorável para marcar um dia inesquecível.
PS: Curiosamente, na altura em que publicámos a reportagem negaram-me as duas páginas porque "este jornal não é para exibir portfolios". Pois...engulam esta!
sábado, fevereiro 09, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
domingo, fevereiro 03, 2008
It´s a long way

IT'S a long way the sea-winds blow
Over the sea-plains blue, --
But longer far has my heart to go
Before its dreams come true.
It's work we must, and love we must,
And do the best we may,
And take the hope of dreams in trust
To keep us day by day.
It's a long way the sea-winds blow --
But somewhere lies a shore --
Thus down the tide of Time shall flow
My dreams forevermore.
William Stanley Braithwaite
"Punctuality is the thief of time."
- Oscar Wilde
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Ridículo

Sabemos que um país bateu no fundo quando se dá mais importância ao novo visual da Floribela, a estreia de Makukula (nos treinos) ou ao golo "histórico" do Cristiano Ronaldo, do que à instabilidade no Quénia, a subida taxas de juro, o aumento de 150% do pão, a pandemia de gripe, sei lá, o que seja.
Estamos no paroxismo do "pão e circo", sendo que não havendo pão, há circo. os palhaços são as Floribelas, os Ronaldos, as Merches, os Castel-Branco e os Morangos com ou sem açucar deste mundo. Não, os palhaços somos mesmo nós, os que perpetuamos o circo,alimentando-o na produção (como eu, confesso)ou no consumo.
Bater no fundo...não chega. Em tempos demos novos mundos ao mundo, agora damos novos fundos, porque todos os dias batemos mais abaixo do limite.
domingo, janeiro 13, 2008
A Caparica não é longe...

Poderá andar-se metido num amor a contragosto?
Claro que sim.
Um amor a contragosto é um amor em relação ao qual o sujeito que o sofre /palpita que está numa perspectiva catastrófica e que, em princípio, nada poderá fazer para evitar a catástrofe, que esta o espera no fim de tudo e se prepara para o mastigar sem contemplações, reduzindo-o a cisco.
" Reconquista-me!", diz o objecto desse amor a contragosto, entremostrando-se e furtando-se logo de seguida. E o sofrente do amor a contragosto compraz-se (afinal com imenso gosto!) em esfalfar-se e em arruinar-se nessa descida aos inferninhos do amor infeliz.
Como se chega- e para quê- a uma situação destas?
Por muitos caminhos e para muitos fins. Mas o que importa aqui dizer é que o amor a contragosto não é um amor partilhado. O sofrente nunca é igual a quem lhe inflige o sofrimento. É mais. Mais sentimento, mais tormento.
" Mas que figurões!", dirão as rãs que, na circunstância, sempre se juntam para fazer coro. É que eles- o sofrente e o que faz sofrer- não sabem que estão, na sua luta (assalto e defesa), a dar-se em espectáculo aos que, e ainda por cima isentos, assistem a essa terrível devoração afectiva.
De um amor a contragosto dificilmente se sai. É como um vício arraigado, é como um redemoinho que puxa irresistivelmente para baixo.
Talvez a única maneira, como ensinam certos nadadores experimentados em águas traiçoeiras, seja o sofrente deixar-se ir até ao fundo e aí, com um golpe rápido de braços e de pernas, sair do medonho vórtice. Então, poderá voltar à superfície, nadar para terra, sentar-se na areia e dizer:
- Olha do que me safei!- O mundo recobrará cor e significado.
Quem tiver na situação de sofrente, metido num amor a contragosto, pode treinar esse processo de salvação. A Caparica não é longe.
Alexandre O'Neill ( Uma coisa em forma de assim)
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